domingo, 9 de janeiro de 2011

I
De repente
Ainda apagando as suas velas
Velados velejadores que andam
Aos mares de teus pensares
Toda a sutileza Quintaniana
Trocada por súbitos surtos Bukowskianos.
Mas a mim não encantas
O que sinto são espelhos por toda parte
E me encanto por mim mesmo refletido em você.
Em um banheiro sujo e pensamentos tão inocentes
Quanto minhas pretensões
E lá estamos presos a certas doses de desejos
Cheios de suspiros e agonia
E lá estamos tentando trancar as portas
Para fugir de nós mesmos.


II
Ainda assim, te desejo, te sigo pela noite
Cheio de passos bobos ao teu redor
Cheio de tempestade e calmaria
Ainda nem sei tua origem
Nem menos teus trejeitos
Mas ouço os burburinhos de outros tempos.


III
Ainda insisto no teu egoísmo
Ainda insisto nos teus porquês
Ainda insisto na inquietude
Nem sei se dividiria textos ou que conta fizestes.
Apenas para teus narcisismos
Tendo rendido meus créditos aos teus  prazeres
E que assim seja, sem que precise explicar
Acho que não sei.
9.I.2011

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