quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

"Caius de Gaius"

Chegastes assim...
...sorrateiramente.
Sem ao menos perceber-te
  (Pois assim o és...discreto, como já dissestes)
E em minha mente agora enfim ficastes...


  (...oi! Tudo bem? Posso sentar-me aqui?)
  Lembra-se?
De repente te faço vir à minha memória.
...ou já estavas aqui?
Resolveste ficar?
Ou nunca pretendeste sair?
Fique então...


Então me diz...
O que fazer nesse instante.
Pois cerrando-se meus olhos, 
Posso imaginar-te aqui, encontrando-se com os meus.
  (...sedutores que são esses teus olhos, e digo...)
E olho atentamente cada detalhe teus...cada gesto...cada palavra...
Intimamente.
Desejo-te...e te necessito mais perto.
Sinto sua boca...
Que me beija incapaz de cansar-se
  (...causando-me uma súbita volúpia...e te digo sem medo...)
Tuas mãos que instigam meu rosto com ternura e me acerca mais de ti.
Disfarço.
  (...não quero que percebas o que se passa em mim...logo, não digo)
E torno a beijar-te.
Posso senti-lo aqui...
  (...certa de que estás aqui afinal...mesmo que em minha memória...recordações)
Até quando?
Não sei...(...esqueço por um segundo...meu segundo de ato falho...)
Não sei...essa resposta é tua.

Nenhum comentário: